
A saúde mental no envelhecimento envolve prevenção e tratamento de depressão, ansiedade e isolamento. Cuidar das emoções preserva autoestima, vínculos sociais e qualidade de vida na terceira idade.
Com o envelhecimento, o corpo muda — e a mente também pode sofrer impactos. Problemas como depressão e ansiedade são comuns, mas muitas vezes passam despercebidos nos idosos, porque os sintomas costumam ser mais brandos, silenciosos ou confundidos com “coisas da idade”.
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do coração ou da memória.
Agende uma consulta com a Dra. Stefania Petruzziello
Atendimento em consultório e domiciliar. Curitiba e região metropolitana.
A Dra. Stefania é médica clínica e geriatra, com olhar atento, escuta ativa e raciocínio clínico apurado.
Atende de forma cuidadosa, acolhedora e sem pressa, buscando entender o paciente como um todo — corpo, mente, rotina e história de vida.
Se você ou um familiar está enfrentando dúvidas sobre envelhecimento, prevenção, quedas, memória ou doenças crônicas, marque uma consulta.
Vamos conversar com calma e traçar um plano de cuidado individualizado.
- – Formada em Medicina e Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- – Prêmio Nilo Cairo (Medicina UFPR) e prêmio Newton Freire Maia (Ciências Biológicas UFPR), por melhor desempenho acadêmico
- – Residência médica em Clínica Médica pelo Hospital de Clínicas do Paraná
- – Residência médica em Geriatria pelo Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns
- – Membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Como a Dra. Stefania pode ajudar?
Diagnóstico e acompanhamento de doenças frequentes nos idosos: hipertensão, diabetes, cardiopatias, AVC, pneumopatias, endocrinopatias, osteoporose, neoplasias, demências, transtornos de humor, fragilidade, sarcopenia, incontinências, polifarmácia, dor crônica, cuidados paliativos e outros.
Prevenção de enfermidades que acometem mais os idosos, como quedas, doenças metabólicas, desnutrição, perda de mobilidade, além de inúmeras doenças crônicas.
Acompanhamento de longo prazo, se familiarizando com o paciente e sua história, garantindo um olhar mais atento a eventuais novas condições que forem surgindo.

Como a depressão aparece no idoso?
A depressão no idoso costuma não causar tanta tristeza intensa ou vontade de chorar como nos adultos mais jovens. Em vez disso, os sintomas mais comuns são:
⩗ Falta de energia e motivação
⩗ Apatia e isolamento social
⩗ Perda de interesse por atividades antes prazerosas
⩗ Queixas vagas (dores, tonturas, palpitações) sem causa médica definida
⩗ Irritabilidade, impaciência
⩗ Alterações no sono (comum dormir demais ou muito pouco)
⩗ Alterações de apetite (geralmente comer pouco ou ficar muito seletivo)
⩗ Queda da memória e da concentração
Muitas vezes, a depressão é confundida com demência, sedentarismo ou “desânimo normal da idade”. Sabe aquele idoso que passa o dia inteiro na frente da televisão? Pode ser depressão.

E a ansiedade?
A ansiedade também pode aparecer com sintomas físicos, como:
Tensão muscular, sensação de aperto no peito
Sensação de “bola na garganta”
Falta de ar ou “suspiros” frequentes
Pensamentos repetitivos sobre doenças ou medos
Insônia ou sono fragmentado
Agitação ou inquietação

A ansiedade em idosos é mais frequente nas mulheres, assim como nas demais faixas etárias, e pode causar impactos sociais importantes. Já os homens, apesar de menor prevalência, muitas vezes expressam ansiedade de forma mais silenciosa, com sintomas somáticos, irritabilidade ou retraimento.
Fatores que explicam essa diferença:
- Hormônios (mesmo na pós-menopausa, o histórico hormonal feminino influencia)
- Estilo de enfrentamento mais internalizado nas mulheres (ruminação, preocupação com os outros)
- Carga emocional e social (as mulheres costumam assumir mais funções de cuidado ao longo da vida)
- Maior sobrevida: as mulheres vivem mais e, portanto, estão mais expostas a perdas, doenças e solidão
Quando direcionada a uma situação, objeto ou ambiente específico, a ansiedade se chama fobia. Alguns exemplos em idosos:
– Medo de sair de casa (fobia social ou agorafobia)
– Medo de quedas, mesmo sem histórico
– Medo de elevadores, exames médicos ou agulhas
– Medo de ficar sozinho à noite
Vale lembrar que, embora mais comuns nas mulheres, os transtornos de ansiedade em homens idosos também são subdiagnosticados — e merecem atenção.
O papel da família
Como os sintomas podem ser discretos, a atenção dos familiares e cuidadores é essencial. Fique atento se o idoso:
⩗ Começou a se isolar, falar menos, interagir menos
⩗ Evita compromissos que antes gostava
⩗ Reclama de dores generalizadas ou incômodos, repetidamente
⩗ Se queixa de tudo, com reclamações vagas e constantes, sem motivo claro
⩗ Está com aparência descuidada
⩗ Começou a recusar alimentação, perdeu peso
⩗ Não quer mais tomar banho ou remédios
⩗ Passa muito tempo na cama ou dormindo
Muitas vezes o próprio idoso não percebe ou não consegue expressar o que sente, por medo, vergonha ou confusão.

O papel do geriatra
O geriatra é o profissional mais indicado para avaliar as causas do sofrimento emocional no envelhecimento. Isso porque ele considera todo o contexto de vida, saúde física, uso de medicamentos, perdas recentes e mudanças de rotina.
Na consulta poderá:
1) Avaliar se os sintomas vêm de doenças físicas ou emocionais
2) Ajustar ou suspender medicações que estejam afetando o humor
3) Indicar psicoterapia ou atendimento psicológico
4) Prescrever, quando necessário, antidepressivos ou ansiolíticos com segurança
5) Acompanhar a evolução do quadro e orientar a família
É possível melhorar?
Sim! Com o tratamento adequado, grande parte dos idosos melhora. É possível retomar o prazer, o apetite, o sono e a qualidade de vida. O mais importante é não ignorar os sinais e buscar ajuda o quanto antes.
Envelhecer com saúde inclui cuidar das emoções. Falar sobre saúde mental é um ato de carinho e responsabilidade. Estar atento às mudanças de comportamento e buscar apoio especializado são passos fundamentais para garantir um envelhecimento digno, ativo e com bem-estar.

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